<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956627105663984857</id><updated>2011-10-09T22:32:36.769Z</updated><category term='Av. da Igreja'/><category term='Passeios'/><category term='Feira Popular'/><category term='Pescas'/><category term='Carnaval'/><category term='1970&apos;s'/><category term='1990&apos;s'/><title type='text'>Vozes da Memória</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956627105663984857/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07447144083595780960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956627105663984857.post-1402024501255193694</id><published>2007-05-18T16:13:00.001Z</published><updated>2007-05-21T13:13:43.097Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pescas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1990&apos;s'/><title type='text'>Solstício: A minha primeira viagem ao Bacalhau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_m2_dkoySm_0/Rk3RIyi6t7I/AAAAAAAAAHg/4KaEoCKY1Hg/s1600-h/solsticio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_m2_dkoySm_0/Rk3RIyi6t7I/AAAAAAAAAHg/4KaEoCKY1Hg/s400/solsticio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065935104799061938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;( Dentro da sala de refeições do Solstício: Em baixo de T-shirt branca sou eu,&lt;br /&gt;e do meu lado direito, em pé, o Ricardo; os outros são marinheiros dos quais já não me recordo dos nomes)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.ª Parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai fazer dezassete anos, no próximo dia 31 de Maio, que embarquei na minha primeira aventura à Pesca do Bacalhau (1990).&lt;br /&gt;Saí de Lisboa três dias antes. Apanhei o comboio para Aveiro. Comigo levava um saco desportivo com tudo o que precisaria nos próximos cinco meses: roupa, aparelhagem, livros e cassetes áudio. Tudo em pequenas quantidades.&lt;br /&gt;Já em Aveiro tratei de me encontrar com um senhor, funcionário do antigo &lt;a href="http://ipimar-iniap.ipimar.pt/"&gt;INIP&lt;/a&gt; (antigo Instituto de Investigação das Pescas, agora com a designação de IPIMAR) e amigo do meu avô, que tinha ficado de me "facilitar" o embarque nos navios do França Morte. Muito simpático, levou-me ao Sindicato dos pescadores para que me inscrevesse. Pouco depois era oficialmente membro da tripulação do navio Solstício.&lt;br /&gt;Durante três dias, que levou o abastecimento do navio, fiquei hospedado no &lt;a href="http://www.stellamarisinc.com/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stella Maris&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; da Gafanha da Nazaré (uma espécie de hotel para embarcadiços que está espalhado um pouco por todo o globo). Neste período de tempo fiz duas amizades muito importantes: o Ricardo, de Almada. Ajudante de Maquinista; e o Mestre Cozinheiro, cujo nome, lamentavelmente, já não me recordo.&lt;br /&gt;O cozinheiro simpatizou comigo e chamou-me civilizado, o que me garantiu a sua ajuda preciosa numa escolha mais agradável para as minhas funções a bordo.&lt;br /&gt;Tornei-me no Moço da Copa, uma espécie de empregado de mesa encontra empregado de limpeza; também o trabalho mais levezinho e limpo a bordo de um navio de pesca.&lt;br /&gt;Finalmente partimos e, se a memória não me falha, demorámos quinze dias a chegar aos mares da Terra Nova. Mas como eu enjoo facilmente, passei a primeira semana com a cor verde.&lt;br /&gt;A minha função de moço da copa dava-me alguns privilégios para além de melhor comida e raro cheiro a peixe, tinha também um camarote só para mim, ao contrário dos meus colegas que tinham que partilhar camarotes de pelo menos quatro tripulantes. Melhor dizendo, o camarote não era bem só para mim, porque debaixo da minha cama dormia a cadela, mascote do navio.&lt;br /&gt;Na minha "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;penthouse&lt;/span&gt;", ao longo da viagem, organizei vários "encontros sociais". Nestes podiam-se encontrar facilmente os seguinte ítens: muita cerveja, haxixe, música alta e boa conversa.&lt;br /&gt;Mas já me estou a adiantar.&lt;br /&gt;Nas primeiras semanas da viagem fiz mais dois amigos: um marinheiro de Algés, que tinha acabado de sair de uma clínica de desintoxicação. Vou chamá-lo de Paulo; e o Primeiro Imediato, também de Algés e amigo de infância do Paulo. O Rogério.&lt;br /&gt;A vida a bordo era enfadonha e rotineira, excepto no meu camarote...&lt;br /&gt;Até à Ilha de &lt;a href="http://www.st-pierre-et-miquelon.com/"&gt;St. Pierre et Michelon&lt;/a&gt;, onde fomos abastecer a meio da viagem, ainda tiveram lugar alguns episódios fora do normal. A ordem pela qual os vou relatar não é exacta por falhas da memória de longo prazo. Estas falhas também são devidas a nunca ter contado a história desta viagem, de uma forma integral, a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.ª Parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como houve uma avaria a meio da viagem para a Terra Nova (falharam as bombas da água potável deixando o navio só a funcionar com água destilada, imprópria para consumo), gerou-se uma mini revolta da Bounty a bordo. O Capitão foi obrigado a sair da ponte - a única vez que o vi durante os cinco meses de viagem - para nos confrontar. Armado com a pistola no coldre, e com uma arrogância descomunal, ele parecia não querer arredar pé da rota actual por nada, especialmente por uma coisa tão corriqueira como a tripulação passar sede. Felizmente o Primeiro Imediato chamou-o à razão e lá fomos nós em direcção ao Faial, Açores, para reparar a avaria.&lt;br /&gt;Não tenho memória do fiz nos Açores mas não foi coisa boa...&lt;br /&gt;Finalmente chegámos aos mares da Terra Nova. Começou a faina.&lt;br /&gt;Eu, de vez em quando, ia para o Parque de Pesca para ajudar no processamento do pescado. Mas sou obrigado a dizer que a maior parte da viagem tive uma vida santa.&lt;br /&gt;O meu ego força-me a contar que fui um dos melhores moços da copa que por aquele navio passou. Estava sempre tudo num brinco.&lt;br /&gt;Mais tarde, durante a faina, duas cargas muito peculiares, ou melhor, uma peculiar e outra bizarra, vieram nas redes misturadas com o peixe.&lt;br /&gt;Primeiro foi um enorme peixe de quinze metros e várias toneladas, que os pescadores mais velhos disseram tratar-se de um peixe-porco (esqualídeo). E como é característico nestes peixes, a sua pele parece lixa, dificultando, por isso, a libertação deste. Dada a impossibilidade de o fazer escorregar pelas redes pelo mesmo sítio onde tinha entrado, em direcção ao mar, teve que se cortar as redes ao longo do peixe para depois erguê-lo com dois paus-de-carga.&lt;br /&gt;Infelizmente, não só todo o processo demorou muito tempo, afogando-o, como os cabos passados em redor do peixe apertaram-no de tal maneira, devido ao seu peso, que lhe provocaram hemorragias internas. O peixe sucumbiu antes de chegar à água.&lt;br /&gt;A outra carga, a bizarra, que veio nas redes de arrasto, foi um cadáver. Este tipo ainda tinha o oleado e as botas vestidos. O seu corpo estava mais ou menos preservado devido ao frio, embora com uma coloração verde. Só as suas mãos e cara é que só restavam os ossos. Deduzo que tenha sido comido pelos peixes. Do que era antes a sua boca, saía agora um caranguejo, dando uma aparência estranha de um filme do Indiana Jones.&lt;br /&gt;Pusemos o corpo enrolado com plástico no porão de congelamento e contactamos na frequência de ajuda por algum navio que se dirigisse a terra para o levar.&lt;br /&gt;Conseguimos transladar o corpo para um navio espanhol que se dirigia para St. Johns, Canadá. Coincidência das coincidências, nesse navio ia um tripulante que reconheceu o corpo através de uma pulseira de borracha que este tinha. Era o seu cunhado. Ele disse que o homem havia sido levado por uma onda há cinco meses atrás, e ele tinha presenciado tudo. Nunca se aplicou tão bem a máxima "há mar e mar, há ir e voltar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.ª Parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de iniciarmos viagem para St. Pierre et Michelon aconteceu algo desagradável. O meu amigo Paulo, não aguentando o stress de estar sem drogas durante tanto tempo, voltou-se para o álcool (como muitas vezes acontece nestas situações). Chegou ao ponto de os oficiais serem obrigados a tomar a decisão de o expulsar no próximo navio que fosse para terra. E assim, um dia, lá foi ele. Isto foi especialmente duro para o Rogério, oficial responsável por estas coisas e, ao mesmo tempo, amigo dele de infância. Ficamos todos a olhar para o bote que levava o Paulo para o outro navio. O Rogério chorava e teve que se retirar para, calculo eu, não minar a sua autoridade perante a tripulação.&lt;br /&gt;Os próximos dias foram tristes...&lt;br /&gt;Mais tarde, eu e o Rogério ficamos mais amigos. O gajo fazia-me rir com as suas anedotas. Ele e o Ricardo eram agora os meus melhores amigos a bordo daquele navio.&lt;br /&gt;Quando chegamos, finalmente, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;St. Pierre et Michelon&lt;/span&gt; descobri, com algum aborrecimento, que a língua oficial era o francês. Lá tive eu que puxar do meu francês fanhoso.&lt;br /&gt;A cidade portuária era tipicamente ao estilo americano, apesar do governo francês. Cidade de linhas rectas, estradas paralelas que nunca mais acabavam, vivendas com entradas tipo varanda, e SUV's. Os cafés eram muito simpáticos e muito americanos também. E o gelado, a especialidade da terra, era maravilhosamente delicioso. - Comprei uns quatro baldes de cinco litros cada para trazer para Portugal mas nenhum resisistiu a viagem: comi-os todos! - As mulheres eram lindas, pareciam top-models.&lt;br /&gt;Uma nota, os portugueses têm uma péssima reputação lá fora. Somos vistos como uns autênticos saloios (que somos). Coisa que percebi o porquê mais tarde quando vi os meus colegas marinheiros de chinelos e fato-de-treino a dançar numa discoteca.&lt;br /&gt;Aqui o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;je&lt;/span&gt;, que nunca foi muito à bola com a maior parte da tripulação, só saía com os tipos civilizados. Entre eles estavam os meus dois e bons amigos, o Ricardo e o Rogério.&lt;br /&gt;Divertimo-nos à grande e à francesa!&lt;br /&gt;Enquanto o gosto do Ricardo recaía mais sobre a mulher madura, eu e o Rogério partilhavamos do mesmo gosto: novas, inteligentes e cómicas. Aliás, de tal forma partilhávamos o mesmo gosto que acabámos por fazer uma forte amizade com a mesma mulher. O Ricardo ficou-se pela mãe da nossa amiga.&lt;br /&gt;A nossa amiga gostava tanto de nós os dois e sabia que iamos lá ficar pouco tempo, assim como ela que era turista canadiana de férias, que ficou implícito que não aconteceria nada entre nós. O problema foi que como eu sou despassarado, estas coisas passam-me ao lado. Então, dadas as diferenças notórias entre mim e o Rogério - ele oficial, eu o mais baixo posto no navio; ele alto eu baixo - eu resolvi dar um passo atrás no último dia e dei-lhes espaço para que acontecesse o que tivesse de acontecer. Grande asneira da minha parte. Ela ficou magoada e triste por esta iniciativa da minha parte sem fundamento algum, disse-me depois o Rogério enquanto me entregava um de dois brincos que ela tinha dado a cada um de nós como recordação de uma amizade que nunca se esqueceria. De qualquer maneira passamos uns momentos inesquecíveis.&lt;br /&gt;Retomámos viagem.&lt;br /&gt;Entre lutas com facas envolvidas e uma fuga de gás do sistema de frio que nos deixou a todos mal dispostos e em fuga para o convés, nasceram cãezinhos no meu camarote. Felizmente isto já aconteceu no fim da viagem, senão não dormia mais nenhuma noite descansado.&lt;br /&gt;Após cinco meses de mar, chegamos a Aveiro.&lt;br /&gt;Eu, o Ricardo e o Rogério despedimo-nos e nunca mais nos voltamos a encontrar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956627105663984857-1402024501255193694?l=vozesdamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/feeds/1402024501255193694/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8956627105663984857&amp;postID=1402024501255193694' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956627105663984857/posts/default/1402024501255193694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956627105663984857/posts/default/1402024501255193694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/2007/05/solstcio-minha-primeira-viagem-ao.html' title='Solstício: A minha primeira viagem ao Bacalhau'/><author><name>Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07447144083595780960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_m2_dkoySm_0/Rk3RIyi6t7I/AAAAAAAAAHg/4KaEoCKY1Hg/s72-c/solsticio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956627105663984857.post-9066687253184527171</id><published>2007-04-24T16:28:00.000Z</published><updated>2007-04-24T17:33:29.166Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Av. da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1970&apos;s'/><title type='text'>Eu era uma miúda girinha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_m2_dkoySm_0/Ri4wRszVx3I/AAAAAAAAAB8/kfuVIHfMdHU/s1600-h/cor_119a.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_m2_dkoySm_0/Ri4wRszVx3I/AAAAAAAAAB8/kfuVIHfMdHU/s400/cor_119a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057032512226051954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque na maioridade nunca me vesti de mulher no Carnaval!&lt;br /&gt;Quando somos putos, fazem de nós o que querem.&lt;br /&gt;Apesar de (na fotografia) ser muito novo, percebi que havia ali algo de errado...algo que não batia certo. Foi assim que descobri que não estava fadado a ser transexual. De facto sentia-me (absolutamente) mais confortável na "pele" de rapaz.&lt;br /&gt;Hoje em dia, ouvem-se tantas histórias na televisão daqueles homens que quando eram putos não se sentiam bem com sua sexualidade; vestiam roupa de mulher; brincavam com bonecas.&lt;br /&gt;Pois bem, hoje eu venho trazer uma história que já é raro se ouvir: eu gosto de ser rapaz, e sempre gostei!&lt;br /&gt;Parece que já estou a ouvir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aaahhh's&lt;/span&gt; de espanto...&lt;br /&gt;É verdade! Não há saia que me tente.&lt;br /&gt;E nem pensar em maquilhagem.&lt;br /&gt;O máximo que eu tolero, são os pensos para os pontos negros do nariz e a ocasional máscara verde (?) para a cara.&lt;br /&gt;Mas também não tenho nada contra os transexuais. Bolas! Alguém tem que satisfazer o nicho de mercado dos políticos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956627105663984857-9066687253184527171?l=vozesdamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/feeds/9066687253184527171/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8956627105663984857&amp;postID=9066687253184527171' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956627105663984857/posts/default/9066687253184527171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956627105663984857/posts/default/9066687253184527171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/2007/04/eu-era-uma-mida-girinha.html' title='Eu era uma miúda girinha'/><author><name>Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07447144083595780960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_m2_dkoySm_0/Ri4wRszVx3I/AAAAAAAAAB8/kfuVIHfMdHU/s72-c/cor_119a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956627105663984857.post-8987073429138816082</id><published>2007-04-20T15:18:00.000Z</published><updated>2007-04-20T15:20:39.732Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Av. da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1970&apos;s'/><title type='text'>Poses</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_m2_dkoySm_0/RijZ_MzVxwI/AAAAAAAAABE/bZG2ncFt-js/s1600-h/cor_400-small.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_m2_dkoySm_0/RijZ_MzVxwI/AAAAAAAAABE/bZG2ncFt-js/s400/cor_400-small.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055530261514929922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu e os meus irmãos tinhamos as idades que se vêm, a minha mãe gostava de nos pôr em poses para as fotografias. Era frequente. Hoje somos todos modelos...nã!!! Estou a brincar.&lt;br /&gt;Mas foi uma coisa importante que aprendi com a minha mãe: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;os momentos Kodak têm que ser estimulados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não sei se o gosto pela fotografia é hereditário, mas o que é certo é que também gosto muito, embora não tenha metade do talento da minha mãe...é pena!&lt;br /&gt;Uma coisa boa nestas fotografias "teatrais", é que consigo apreciá-las muito mais do que as "normais". Não me canso. Além do mais transmitem não só as emoções do fotografado, como também as do fotógrafo.&lt;br /&gt;Um pequeno pormenor, o meu irmão - o careca da direita - ainda não andava. Estava literalmente seguro às barras para não cair.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956627105663984857-8987073429138816082?l=vozesdamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/feeds/8987073429138816082/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8956627105663984857&amp;postID=8987073429138816082' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956627105663984857/posts/default/8987073429138816082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956627105663984857/posts/default/8987073429138816082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/2007/04/poses.html' title='Poses'/><author><name>Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07447144083595780960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_m2_dkoySm_0/RijZ_MzVxwI/AAAAAAAAABE/bZG2ncFt-js/s72-c/cor_400-small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956627105663984857.post-1554137215685607529</id><published>2007-04-17T13:05:00.000Z</published><updated>2007-04-17T13:11:32.993Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feira Popular'/><title type='text'>A Feira Popular</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_m2_dkoySm_0/RiTG_pUcjVI/AAAAAAAAAA0/bYutuFXUNjY/s1600-h/feira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_m2_dkoySm_0/RiTG_pUcjVI/AAAAAAAAAA0/bYutuFXUNjY/s400/feira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054383478542208338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As noitadas que eu adorava fazer na Feira Popular.&lt;br /&gt;Quando chegava o Verão fazia questão de lá ir com os amigos, comer e beber.&lt;br /&gt;Intercalava o convívio na esplanada de um qualquer restaurante com o pontual andar à roda num qualquer divertimento até ficar enjoado.&lt;br /&gt;A decadência da Feira Popular era, para mim, um requisito necessário para aquele ambiente de festa permanente. Mesmo os recorrentes concertos de música pimba faziam-me vibrar.&lt;br /&gt;O início da Feira para mim foi quando era puto e a minha mãe ou restante família me levava a mim e aos meus irmãos. Era das melhores coisas que nos podia acontecer.&lt;br /&gt;Mais tarde, continuei a tradição mas de uma forma mais madura: petiscos e cerveja! Muita conversa e gargalhadas em jantares que pareciam uma festa.&lt;br /&gt;Um sítio especial que eu gostava de levar todos os meus amigos era o Rei dos Hamburgueres (na foto). Os melhores hamburgueres que alguma vez comi.&lt;br /&gt;Devem estar a pensar - Hamburgueres??? - Claro que também ía a outros sítios e comia outras coisas mais portuguesas.&lt;br /&gt;Os meus divertimentos favoritos eram os carros de corridas que andavam às voltas e os jogos electrónicos.&lt;br /&gt;As farturas! O café da preta! O comboio fantasma!&lt;br /&gt;Enfim, espero que a nova Feira Popular não seja demasiado sofisticada. Espero que tenha um travozito a decadência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956627105663984857-1554137215685607529?l=vozesdamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/feeds/1554137215685607529/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8956627105663984857&amp;postID=1554137215685607529' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956627105663984857/posts/default/1554137215685607529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956627105663984857/posts/default/1554137215685607529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/2007/04/feira-popular.html' title='A Feira Popular'/><author><name>Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07447144083595780960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_m2_dkoySm_0/RiTG_pUcjVI/AAAAAAAAAA0/bYutuFXUNjY/s72-c/feira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8956627105663984857.post-5697622249088257606</id><published>2007-02-27T12:14:00.000Z</published><updated>2007-10-24T15:59:22.811Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1970&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Passeios'/><title type='text'>Agora é connosco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_m2_dkoySm_0/ReQjK8YtnoI/AAAAAAAAAAc/qcTljEmXXnQ/s1600-h/cor_116.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_m2_dkoySm_0/ReQjK8YtnoI/AAAAAAAAAAc/qcTljEmXXnQ/s320/cor_116.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5036188954222501506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De vez em quando, lembro-me daquelas viagens nos fins-de-semana. Agora chamam-lhes o passeio dos tristes, mas na altura não tinham nada de triste.&lt;br /&gt;Eu era puto e toda a minha família era imortal.&lt;br /&gt;Eu, os meus irmãos, o papá e a mamã, num carro. No outro, os meus tios e o meu primo Zézinho.&lt;br /&gt;Cascais, Sesimbra, Ericeira e, de vez em quando, Sintra, eram destinos certos. Naquela altura pareciam viagens intermináveis. As estradas eram outras.&lt;br /&gt;Não havia nenhum plano de viagem, mas já sabiamos que nos íamos divertir.&lt;br /&gt;O ideal era haver praia e restaurantes com esplanada.&lt;br /&gt;Ninguém ficava obcecado com o destino, o que importava era, simplesmente, falarmos e divertirmo-nos que nem uns loucos.&lt;br /&gt;Aprendi tanta coisa nesses passeios. Talvez o mais importante foi a ser feliz.&lt;br /&gt;O meu pai e o meu tio, irmãos gémeos, tinham um feitio muito semelhante. Eram nervosos na condução e autênticos machos latinos, ou seja, não pediam orientações a ninguém.&lt;br /&gt;Para equilibrar a balança, as respectivas mulheres, a minha mãe e a minha tia, faziam-nos chegar ao destino e, mais importante, a casa.&lt;br /&gt;O meu tio costumava ir sempre devidamente equipado com: binóculos, luneta, câmara de filmar e máquina fotográfica. Portanto, quase nada ficava por registar.&lt;br /&gt;Mas para mim, o melhor era falar interminavelmente com o meu primo: mais velho do que eu uns bons dez anos, era (e continua a ser) uma fonte de sabedoria inesgotável: Cinema, livros e música, eram a nossa filosofia de vida. E eu ouvia, perguntava e explicava as minhas últimas experiências. A minha irmã dividia as atenções do meu primo comigo, para minha grande ciumeira.&lt;br /&gt;O meu irmão era um puto maluco mas sossegado em viagem.&lt;br /&gt;A colecção de sensações desses passeios, que tenho guardada na memória, é uma parte importante de mim hoje em dia.&lt;br /&gt;No entanto, não consigo deixar de pensar que agora cabe a nós, agora adultos, providenciarmos boas memórias aos "nossos" putos. Vai ser uma tarefa agradável...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8956627105663984857-5697622249088257606?l=vozesdamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/feeds/5697622249088257606/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8956627105663984857&amp;postID=5697622249088257606' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956627105663984857/posts/default/5697622249088257606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8956627105663984857/posts/default/5697622249088257606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vozesdamemoria.blogspot.com/2007/02/agora-connosco.html' title='Agora é connosco'/><author><name>Andre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07447144083595780960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_m2_dkoySm_0/ReQjK8YtnoI/AAAAAAAAAAc/qcTljEmXXnQ/s72-c/cor_116.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
